sexta-feira, 4 de junho de 2010

Como ser feliz no casamento

Um fato muito importante na vida de todas as pessoas é o casamento. A maioria absoluta das pessoas casa e espera que o relacionamento seja eterno, mesmo que seja um pouco absurdo você gostar de uma mesma pessoa por dezenas de anos.

A ideia do casamento por séculos foi sempre associada a romances e finais felizes, principalmente pelo fato de que esta é a última Eucaristia Católica, é a última obrigação social (filhos por vezes pode ser, mas não tem a mesma representatividade na escala social) e, por fim, é a saída de casa, o último laço de dependência (pelo menos deveria) cortado.

Porém casar implica em muitas responsabilidades e obrigações. Quando se está namorando e depois durante o noivado as pessoas em geral não vivem a realidade provável de um casamento, nada do que acontece na época do namoro é como no casamento.

Observando este breve início você pode achar que eu sou contra casamentos, porém, na verdade, não sou. Eu até gosto e acredito que é possível existir casamentos eternos.

Vamos então as boas práticas…

Antes de qualquer coisa, a escolha de um bom par é um fator facilitador. Muitas pessoas aturam seus parceiros quando estão namorando enquanto não queriam estar nesta situação. Muitas pessoas se enganam quando estão namorando, e esperam que o casamento seja a solução, ou que poderá mudar o parceiro com o tempo. Fato que na maioria das vezes não acontece.

Primeira dica: Empatia. A empatia é uma característica fundamental no relacionamento. Mas… o que é empatia? É simplesmente se por no lugar das pessoas, ou seja, quando o parceiro faz algo, se ponha no lugar dela e pense o que você pensaria se tivesse feito e se esperaria alguma resposta, etc. É uma forma de compreensão fantástica, isso diminui consideravelmente a chance de brigas.

Segunda dica: entender a sua contribuição para o problema. É importante entender que mesmo que o outro não haja da mesma forma, você deve agir assim, é um processo gradual, as pessoas na medida que sofrem nos relacionamentos tendem a ser mais defensivos e reativos a qualquer problema.

Numa discussão de relacionamento o casal, em geral, só coloca sentimentos nas discussões e não trabalha para resolver o problema. E a forma mais básica de se fazer isso é julgar sumariamente as ações e fatos atribuindo conclusões curtas e infundadas sobre o parceiro. Coisas do tipo:

Ela:”Você é cheio de ‘coisinha’ com a fulana.”

Ele:”Por que você diz isso? Eu sempre achei que você tinha ciúmes dela.”

Ela: “Eu não tenho ciúmes dela. Mas você a põe numa redoma e comigo você é cruel com algumas coisas que eu faço.”

Paremos por aí. É visível que ninguém chegará a lugar nenhum. A discussão aumentará e no fim virá a briga. Analisemos a situação… Ela o critica pelo fato de ele a criticar no meio dos outros por algumas atitudes dela. Ele acha que ela está ciúmes da amiga. Ele não trata a amiga com “coisinha”, ela é que está se comparando com a amiga e acredita que há diferenciação no tratamento.

Ou seja, um julga o outro e ninguém se resolve. Eles duvidam dos sentimentos do outro e a tendência é a briga. A reconciliação virá, mas o problema não será resolvido.

A ação para combater o problema é procurar entender o outro primeiramente, ouvindo-o, e depois assumir a sua participação no problema e pondo a outra pessoa a pensar na participação dela ao problema. Voltando a conversa lá de cima, a resposta dele seria melhor se fosse: “Por que você acha isso? Pareço fazer isso mesmo?” Após a resposta, se desculpar e retrucar:”Me desculpe, não quero faze-la sentir mal quando a cutuco na rua, mas me preocupo com as coisas que faz, para os outros você pode transmitir uma imagem que não é sua só por de pequenos atos.” Com certeza, o problema aqui caminha para a solução, os sentimentos sairam da conversa e os fatos foram clarificados.

Terceira dica: fuja das discussões. Se os animos estão a flor da pele, a dica 2 é impraticável, fuja da discussão e diga: “Amor, hoje não quero discutir isso.” e depois proponha outra coisa, uma atividade para distrai-los.

Quarta dica: Há privacidade entre o casal. Determinadas coisas devem ficam fora do campo de visão do companheiro. Exemplo: necessidades fisiológicas devem ser privadas.

Quinta dica: há amizades pós-casamento. Nunca se separe dos amigos, eles são fundamentais, inclusive, por manter a vida um pouco mais agitada. Muitos passeios, churrascos que você for sozinho ou acompanhado do parceiro acontecem por conta deles.

Sexta dica: frenquência sexual. Uma boa frequência ajuda a ambos manterem os hormônios e a uma boa saúde mental. Se esforce para manter ambos satisfeitos.

Há várias outras dicas, mas essas são as mais importantes. Tirei essas informações de várias fontes que consultei. Nem cabe citar todas, mas um livro cansativo, que gostei pelo conteúdo é o “Conversas Difíceis” feito pela Harvard Negotiation Project.

Por fim, o casamento eterno existe, há vários casos, inclusive é possível que na sua família tenha um caso desses. O importante é trabalhar para que ele caminhe bem até que a morte os separe.

Até a próxima.

Um comentário:

Betinholhes disse...

Boa, Rodrigo. Interessante sua visão. É claro que, às vezes, torna-se difícil agir mais com a razão, mas sendo possível, essas dicas são realmente válidas.
Um abraço!